terça-feira, 28 de junho de 2011

"Além do que se vê"


...E mais uma vez, ela encontrava-se em um estado de torpor mental; onde nada atraía ou instigava. Era mais um de seus momentos de auto-análise, que antes mesmo de ser concluído, já lhe dava a impressão de um tempo mal empregado, como se todo e qualquer pensamento construído fosse em seguida, deturpado; levando-a ao início do percurso mental.


É natural que vez ou outra brote em nós uma alegria sem motivo ou uma tristeza sem causa. Mas, para Larissa, toda aquela confusão de pensamentos era decorrente de uma seqüência de decepções, causada pelos seres ao seu redor. Isso a fez sofrer várias vezes, por antecipação, ao se deparar com outras pessoas que na maioria das vezes, estavam numa posição diferente daqueles que a fizeram esquecer da magia que tem o companheirismo e a confiança no próximo.


Sentiu-se obrigada a medir cautelosamente suas palavras e ações, com o intuito de distanciar-se dos possíveis desenganos. Infelizmente não se deu conta de que com isso, construíra uma barreira impedindo o acesso a si mesma; surgindo assim uma personalidade túrbida e inconstante.


Percebeu que estava conformada com seu estado emocional. O seu interior já não lutava; e mesmo tendo os amigos por perto, eles pareciam inalcançáveis.


Hoje, é possível perceber que as pequenas mudanças já não lhe assustam e que o medo tornou-se um obstáculo a ser vencido. Larissa escolherá quem são, de fato, os seus e enxergará soluções que ninguém vê. De um simples alguém camuflado, será escritora dos próximos capítulos de sua história. Sem medo de ser feliz.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011



Uma transformação de conceitos aconteceu e um grito foi impedido de ser solto, seria inútil! Esse som, por mais alto que possa ser, parecerá mínimo diante do manifesto mental que me acontece. Sinto-me fatigada de todas essas vidas sem sentido e sem méritos.

Ser bom não é o bastante.

O que quer que se aproxime, eu respiro com fadiga, um ar que necessita de felicidade, aquela que completa e nos dá a fé de confiar no outro e em nós mesmos.

Que fé? Que confiança? Todos pretendem ser algum dia mais fortes, de uma “natureza mais elevada" e muitas vezes no caminho pela busca superior, fechamos as portas da consciência, nos tornamos insensíveis, silenciosos diante de toda desgraça.
Creio que nunca houve na terra tamanha desgraça, mal-estar tão horrível que esse vivenciado todos os dias. Crianças passando fome, pessoas vivendo sob tortura, humilhação e, além disso, animais sendo mortos, sem causa, sem razão, por demasiado terríveis, objetos transmissores de ódio.

A terra tem sido um asilo de hipócritas, de parasitas... Acusam a nossa cultura, mas esquecem que somos nós quem a construiu. Mecha-se e mude-a, melhore-a.

Faço ressaltar esse ponto porque acredito que se os seres humanos derem um basta na matança terão suas mentes reeducadas e serão livres de muitos outros males.

Isto é amor !

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Mentes Tolas.

De repente, porém, olhando ao seu redor, ela só enxergava pessoas com a predisposição de ser egoístas e antipáticas, vivendo em uma roda melancólica de infelicidade. A incapacidade de amar e respeitar era nítida, ou pelo menos camuflada. Sabemos que neste mundo cada um deve carregar o seu próprio fardo de erros, mas não há nada melhor do que ter alguém com quem partilhar o castigo da vida.

É bem verdade que nossos dias são repletos de incertezas, ainda assim é inaceitável a forma como as pessoas enxergam e praticam o amor.

Seria um verdadeiro milagre, vermos as pessoas reformularem suas mentes tornando o mundo livre do fingimento e da hipocrisia. Quem sabe assim, existiria de fato respeito, amor e capacidade de ser, sentir, viver e compartilhar do que cada um cultiva dentro de si.