sábado, 4 de setembro de 2010

Buscando a tão desejada paz...

Se eu tentasse contar-te de forma compreensível toda a confusão que se passa na minha cabeça descreveria um horizonte muito limitado. As principais palavras não me veem em mente, fugiram de mim...

Naquele momento eu apenas poderia sentir... Droga! Será que ainda posso sentir?

Cuidei de me salvar, até que surgiu uma tentadora vontade de deixar tudo por conta do tempo, do famoso tempo que nunca resolveu nada, é amigo do esquecimento.

Como esquecer um peso constante que lhe oferece das mais variadas e doloridas sensações? Então, a única escapatória visível era me render e foi isso que eu fiz. Agora a dor pouco me fere...

Nas pessoas nada vejo senão grandes decepções, infame sou, por nunca deixar de tentar construir resistentes laços, por sempre semear o campo do verdadeiro amor, que eu não sei ao certo se existe... Em mim, ele parece existir... Sem motivo ou direção!

Hoje, sobrevivo destruindo os monstros imaginários culpados pela dor real. Vez ou outra arrancam-me um sorriso no canto da boca, tornando minha alma por alguns minutos imune do desespero interno. Tudo chegará aos seus devidos lugares, enquanto isso, nesse exato instante, eu queria estar entre as nuvens...

sexta-feira, 27 de agosto de 2010


Involuntariamente Pensando...

Malditas sejam essas sensações indefiníveis que predominam meu corpo. Sou capaz de sentir o vazio do amanhã, aquele mesmo da semana passada, ele tem sido minha certeza diária e minha angústia constante.

Tenho medo do que me tornei, é tão natural que chega a ser inaceitável. Sinto uma inenarrável dificuldade em absorver sentimentos, sejam meus ou seus. Tudo parece ser apenas uma simples junção de palavras lançadas no ar e rapidamente esquecida por quem as lançou; nada é capaz de estremecer meu emocional, o meu “coração” não conhece as regras que todos os outros seguem. Será que sou incapaz de amar ou eles são incapazes de enxergar a dimensão do amor?

Fica-te aí, com tua fútil forma de amar, conformados com gotas de afeto e doses de palavras... Há mais fingimento no teu próximo do que verdade em ti mesmo!

O amor que vejo no mundo me causa náuseas, afasta-te enquanto há tempo. Fuja de tudo que é descartável, para que você possa semear em ti, o que gostaria de ter visto em todos que disseram te amar.

Minha imaginação procura todos os dias a solução de um problema que ninguém sabe mesmo de onde veio, mas que, a meu ver, sempre esteve em mim, escondido entre as alucinações do falso sentir.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Uma mente perturbada...

Algum ser aparentemente desconhecido apoderou-se da minha mente e além disso parece mastigar todos os meus órgãos, essa sensação me faz preferir a solidão a ter que suportar a dor em companhia.

Estamos todos vivendo a chance de fazer algo novo a cada dia, mas consideramos viável a opção de nos afogarmos no fundo de nossas almas vazias, são vazias porque nós permitimos que as coisas boas fossem lentamente substituídas pela presença de algo e ausência de tudo. As tentativas de voltar a vida são inúteis, não há nada que te faça esquecer do vazio e da dor de ter “alguém” na direção de teus pensamentos e consequentemente de teus atos.

Como consertar erros que não foram cometidos por você, mas aos olhos de todos não existe nenhum outro culpado? Você merece ser punido! És tão fraco que deixastes tua alma ser invadida por algo desconhecido e hoje você lamenta isso, mas continua abrigando esse sentimento de nojo seguido pela vontade presa de chorar. Talvez seu verdadeiro eu esteja falando através das poucas lágrimas pesadas que insistem em surgir...